Sescoop/RJ presente em ações de empoderamento feminino

A Prefeitura de Maricá promoveu nos dias 9 e 10 de dezembro o evento “Violência gera Denúncia”, em Condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida, nos bairros de Inoã e Itaipuaçu.  O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio de Janeiro (Sescoop/RJ) participou da iniciativa com a roda de conversa “O Cooperativismo na conscientização dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”.

A Campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” é uma mobilização internacional anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público. O Sistema OCB/RJ é um dos apoiadores do movimento, através do Comitê de Gênero Dona Therezita.

Durante o evento, mulheres trocaram vivências de vida e demonstraram que, juntas, podem ser fortes e capazes de gerar renda e serem independentes. Essa independência já vem sendo uma realidade no Brasil. Nos últimos 14 anos, o número de empreendedoras subiu 34%, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em 2014, o País tinha 7,9 milhões de dirigentes do próprio negócio.

Mulheres no cooperativismo

Dados disponibilizados no Portal Brasil, mostram que no país 52% dos cooperados são mulheres. Em uma comparação regional, o Norte conta com 59% de presença de mulheres em suas cooperativas contra 41% de presença de homens, de acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Dentro da realidade local, no Rio de Janeiro existem cooperativas que são lideradas ou possuem uma grande presença feminina. São exemplos a Cooperativa de Trabalho e Produção de Catadores de Materiais Recicláveis de Irajá (Coopfuturo), do Rio de Janeiro, e a Bordados Natividade, de Natividade, cidade localizada no Noroeste Fluminense.

“As mulheres ainda têm muita dificuldade em empreender, causada, principalmente, pelo preconceito e, também, pelos parceiros. O objetivo da conversa foi mostrar às mulheres que elas também podem empreender, gerar renda. Mostramos que o cooperativismo é a porta de entrada para a independência que todas buscam”, disse Inês.

Novas perspectivas

Coordenadora de Políticas para Mulheres da Prefeitura de Maricá, Luciana Piredda disse que o encontro foi excelente e falou de seu sonho. “Minha ideia é que em breve seja constituída uma cooperativa de mulheres nos condomínios de Maricá, que abranjam todas as atividades de moradoras, como costureiras, bordadeiras e outras atividades”, almeja Luciana.

Mônica Santos, moradora do Residencial Carlos Marighella, em Itaipuaçu, gostou da conversa. “As mulheres têm potencial para conseguir tudo o que desejarem. Basta querer e é isso que faremos”, falou a dona de casa.

Bárbara Almeida também acompanhou a troca de experiências. “Existe um preconceito em ver a mulher empreendendo. Atualmente, isso está menor do que há alguns anos, mas sabemos que é um trabalho árduo. A conversa com as mulheres empreendedoras ampliou a minha visão e de outras colegas”, finalizou.

Atividades infantis

As crianças também tiveram seu espaço no evento. Através do projeto Pé de Livro do Sescoop-RJ, puderam ler, desenhar e acompanhar diversas histórias.

Programação

Além de roda de conversa, o encontro também teve feira de economia solidária e artesanatos, workshop de limpeza de pele e atrações culturais.

Outros encontros

O Sistema OCB/RJ promoverá outras ações pela campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”. No dia 12, terça-feira, às 9h, em seu auditório, haverá palestra sobre o tema. No 16, sexta-feira, também às 9h, o encontro será na sede da Coopfuturo, em Irajá.

Reportagem: Richard Hollanda – Comunicoop – Assessoria de Comunicação do Sistema OCB/RJ