Rio Agro Cana acontece no dia 21 de setembro

Rio Agro Cana acontece no dia 21 de setembro

A pauta é o RioAgro Cana. O evento será realizado no próximo dia 21 de setembro, pelo Sindicato das Indústrias Sucroenergéticas do Estado do Rio (Siserj). O foco será no acesso à tecnologia, inovação, análise de mercado e crédito, com a integração de usinas, produtores, universidades e poder público. No município de Campos, o setor — um dos mais tradicionais — ainda representa fatia importante na economia local com geração de renda e empregos.

No Estado do Rio, o Agronegócio responde por aproximadamente 4% do PIB geral do Brasil, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O PIB Agro do Rio acaba sendo responsável por 3,4% da economia do Estado, gerando volume de R$ 12,2 bilhões com a soma de riquezas por segmento, ainda revela o Cepea.

O RioAgro Cana, que vai ser realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), é a resposta do setor para o desafio da retomada e a expansão da produção em curto prazo, pontua o presidente do Siserj, Frederico Paes, que também preside a cooperativa Coagro: “O encontro une usinas e produtores em um caminho de tecnologia e inovação, análise de mercado e de crédito, integrando a UFRRJ, a Uenf, o governo do estado e o município, com a prefeitura e a Câmara de Vereadores”, pontua Frederico Paes.

Frederico Paes  destaca que o evento irá trazer novos equipamentos e práticas para o produtor de cana. “Traremos pela primeira vez ao Estado do Rio uma moderna máquina colheitadeira de cana, desenvolvida por uma universidade alemã, mas com consultoria de produtores e entidades de pesquisa do Rio, por um convênio com o programa RioRural do estado. A máquina é baseada na característica das pequenas propriedades do estado, às nossas condições de solo e teve acompanhamento de instituições como a Pesagro-RJ e a UFRRJ”, pontua Frederico Paes.

Segundo ele, é possível superar as limitações que são muitas. “Basta união, tecnologia, inovação e o Sindicato trouxe para si a responsabilidade de organizar esse evento e unir os produtores nesse esforço”, pontua Frederico, lembrando que no RioAgro Cana será exposto uso de drones para sobrevoar e mapear, com coordenadas de GPS, áreas de lavouras de cana e identificar falhas no plantio.

“Essa é uma tecnologia usada em grandes centros e que vamos mostrar ao produtor em Campos, como caminho para ampliar a produtividade e reduzir perdas”, enfatiza Frederico Paes.

Evento será realizado no campus da UFRRJ

O local do evento será o campus Dr. Leonel Miranda, da UFRRJ, sede do antigo Planalsucar e do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) em Campos dos Goytacazes. “Campos foi sede neste palco de grandes encontros nacionais e estamos retomando esse caminho dando um primeiro passo importante envolvendo todos os principais atores do setor”, fala Frederico Paes, acrescentando que o RioAgro Cana foi abraçado pela UFRRJ desde o início pelo então diretor Frederico Veiga e o atual coordenador Jair Garcia Felipe Ramalho.

O evento conta com a participação de players importantes do segmento, como o Banco do Brasil, a Associação Fluminense dos Plantadores de Cana, a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil).

Apoio — O presidente do Siserj lembrou que o evento conta com apoio da prefeitura de Campos, que inseriu o RioAgro Cana no calendário oficial de eventos do município e da iniciativa privada,

Reestruturar é plano de ação, diz produtor

Para o presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa, o RioAgro Cana mostra a capacidade do setor de se organizar e se reestruturar. “O evento visa ao crescimento de forma integrada”, destaca o representante de 10 mil produtores rurais da região.

Moagem — Em Campos, a safra de cana-de-açúcar começou em abril, mais cedo que o período normal. As expectativas para esse ano são boas e as usinas esperam produzir cerca de 1 milhão de sacas de açúcar e 20 milhões de litros de etanol.

O setor vem se recuperando lentamente nos últimos anos, depois da forte estiagem no ano de 2014, quando a região viveu a pior seca dos últimos 100 anos. A expectativa para esse ano é de um volume menor de cana, já que não houve plantio em 2016. A queda na produção de cana deve chegar a 15%.

Expectativa — A região que sofreu nos últimos três anos com a falta de chuva. Em 2014 foram apenas 560 milímetros, ano crítico para os produtores de cana. Em 2015 o volume de chuva aumento para 814 milímetros e no ano passado atingiu 900 milímetros. Diante desse volume crescente de chuva, áreas que estavam com cana ruim estão sendo plantadas pelos cooperados. Diante do aumento dessas áreas, para 2017/2018, o setor espera recuperar. No ano passado, as três usinas da região moeram juntas um milhão e 400 toneladas de cana.

Fonte: Coagro