Rio de Janeiro sedia evento sobre fontes de energia renovável

Rio de Janeiro sedia evento sobre fontes de energia renovável

A cidade do Rio de Janeiro sediou entre os dias 5 e 6 de julho, no Centro de Convenções Sulamérica, o Brasil Solar Power, um dos mais importantes eventos relacionados à utilização de fontes de renováveis de energia. O presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz, esteve presente no encontro – promovido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e pelo principal provedor de conteúdo do setor elétrico nacional, o Grupo CanalEnergia – e viu as tendências e tecnologias utilizadas por empresas de todo o mundo para a implementação de novas matrizes energéticas.

Além da exposição, durante o Brasil Solar Power aconteceu o congresso que abordou os principais temas sobre Geração Centralizada e Geração Distribuída, reunindo autoridades e os principais nomes do setor no Brasil e no mundo.

“Eventos deste porte são importantes e acontecem em um momento em que cooperativas do segmento Infraestrutura começam a optar pela energia fotovoltaica. A Cooperativa de Eletrificação Rural Cachoeiras Itaboraí (Cerci), por exemplo, inaugurou este ano um sistema de energia solar fotovoltaica. Portanto, é uma tendência e o cooperativismo está trabalhando para a ampliação da utilização dessa fonte de energia”, comentou o presidente Marcos Diaz.

 

Potencial Energético

Realizada na manhã de 5 de julho, a abertura do congresso contou com a participação de diversas autoridades do Brasil e, também, do exterior. Um dos pontos abordados foi o potencial que o Brasil tem para o uso de matrizes energéticas renováveis.

A Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica quer que o Brasil chegue à marca de 30 GW até 2030 e alcance o bloco dos maiores geradores da fonte. A projeção foi feita na cerimônia de abertura do Brasil Solar Power. Em 2017, foram implantados 75 GW solares no mundo. A China liderou, com 34 GW, seguida pelos Estados Unidos, com 14,7 GW instalados. O Japão vem atrás, com 8,6 GW e logo abaixo estão a Índia, com 4 GW e o Reino Unido, com 2 GW.

 

De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente executivo da associação, o Brasil, que tem 3,3 GW contratado, deve chegar ao fim do ano a 1 GW, o que o levaria a um outro patamar. “Se confirmar esse volume, o país fica entre os 30 maiores do mundo”, afirma. O executivo lembrou que a fonte solar já gera 3 milhões de empregos no mundo e que no Brasil o número ainda é muito baixo, tendo potencial para crescer.

Reportagem: Richard Hollanda – Comunicoop – Assessoria de Comunicação do Sistema OCB/RJ