30 anos de Cedim: lutas e vitórias para as mulheres

30 anos de Cedim: lutas e vitórias para as mulheres

O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Estado do Rio de Janeiro (Cedim-RJ) comemorou 30 anos na defesa por direitos e de políticas públicas para as mulheres. O evento foi realizado no dia 30 de março e contou com a presença de 200 mulheres, representantes de diversos setores da sociedade e instituições que lutam pelos direitos das causas feministas.

O vice-presidente da OCB/RJ, Jorge Meneses acompanhou o evento, acompanhado da representante do Ramo Educacional pelo Sistema OCB/RJ, Adelina Salles, da conselheira de Administração do Sescoop/RJ e representante da instituição no Codim, Inês Di Mare e do assessor da presidência do Sistema OCB/RJ, Adelson Novaes.

Meneses destacou que é um dos papéis do Sistema OCB/RJ, em parceria com o Cedim, trabalhar pela igualdade de gênero e para erradicar toda e qualquer forma de preconceito e discriminação contra as mulheres.

Durante a abertura, a presidente do Cedim, Duva Lopes, declarou que a luta é constante pelos direitos das mulheres. “São momentos difíceis que passamos e a união das secretarias e instituições públicas, além da Alerj, é importante nesse debate”. Ela acrescentou que é preciso “comemorar as conquistas para apontar caminhos para o futuro”.

Já a ex-ministra dos direitos das mulheres, Nilcéia Freitas, comentou que é preciso seguir em frente em cada movimento feminista. “Há esperança de reverter o quadro de desmonte que há hoje na sociedade, tanto econômico quanto das questões que envolvem as mulheres”, disse.

A ex-deputada Inês Pandeló lembrou que no Brasil o Cedim foi um dos primeiros conselhos a serem implantados. “Os conselhos de direitos da mulher fazem parte de uma luta da década de 70, na segunda onda do movimento feminista. Hoje representam um marco dessa mudança e melhoria na conduta”, comentou.

Foi apresentada a peça de câmara para uma atriz e quatro personagens. Um solo escrito, dirigido e interpretado por Duaia Assumpção, que apresenta quatro pessoas com histórias de afeto: uma avó, a nora, a filha e o ex-marido. A peça se passa no final do século XX, numa metrópole latino-americana, em um pequeno apartamento, e representa as dificuldades de uma família simples onde a mulher passa a ser a gestora da casa.

Em seguida foi realizada uma roda de conversa com as ex-presidentes do Cedim, Branca Moreira Alves, Ligia Doutel de Andrade e Anna Maria Rattes. Também foram entregues troféus comemorativos à data e diplomas para as entidades parceiras.

Comentou-se, nesse encontro, as circunstâncias políticas que muitas mulheres enfrentaram. Também foi contada a história da sede do Cedim-RJ. Ligia Doutel reforçou: “o antídoto para todo extremismo é uma sociedade fundamentada na igualdade”, disse.

A ex-presidente do Cedim, Anna Maria Rattes, que fez parte do movimento popular feminista na Constituinte, lembrou que as mulheres conseguiram muitas mudanças numa sociedade até então extremamente machista. “A mulher foi por muito tempo parcialmente capaz, enquanto cidadã não tinha independência civil. Foi conquistando espaço e reconhecimento no mercado. Mas a grande questão ainda continua sendo a violência doméstica, com brigas verbal e física, disparidade salarial”, disse.

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Há, portanto, uma necessidade de mudança de cultura na sociedade. “São 30 anos de avanços, mas ainda é necessária muita luta pelos direitos das mulheres. As mulheres precisam se respeitar para que as jovens continuem nessa luta”, acrescentou Anna Maria Rattes.

Fonte: Leo Poyart – Comunicoop – Assessoria de Comunicação do Sistema OCB/RJ