Cooperativas discutem atuação junto a Pessoas Jurídicas

Cooperativas discutem atuação junto a Pessoas Jurídicas

O cooperativismo de crédito no Brasil está em franco desenvolvimento.  No entanto, no segmento Pessoa Jurídica (PJ) o atendimento ainda precisa ser ampliado. Para debater estratégia para esse nicho de mercado, a cidade do Rio de Janeiro sediou a 1ª Conferência sobre Estratégias de Atuação das Cooperativas Financeiras no Segmento Pessoa Jurídica.

O encontro foi realizado no dia 28 de junho, no Hotel Windsor Atlântica, e recebeu o apoio do Sistema OCB/RJ.Líderes, executivos e gestores de cooperativas participaram do evento, que e foi fruto de uma parceria entre o Sicoob Central Rio e a Unicred Central RJ/MT.  Presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz falou durante a abertura da Conferência que é importante que o cooperativismo de crédito atue em novos mercados.

“As cooperativas de crédito em nosso estado têm crescido bastante e encontros como esse são importantes, pois mostram a necessidade do segmento sempre pensar à frente, vislumbrando novos públicos, como o de Pessoa Jurídica. É desafiante, mas somente assim teremos como manter a continuidade do desenvolvimento”, completou.

Ao longo da programação, representantes de instituições como Otávio Damaso, diretor do Banco Central, Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob, Carlos Alberto dos Santos, da Cosinergia, e Cláudio Halleu David, Superintendente do Bancoob debateram diversos temas. Entre eles: o papel do cooperativismo de crédito no Sistema Financeiro Nacional, oportunidades e desafios da intermediação financeira no segmento Pessoa Jurídica, produtos e serviços e as perspectivas para cooperativas de crédito no Rio de Janeiro.

De acordo com o Banco Central do Brasil (Bacen), os chamados PJs podem figurar como associadas nas cooperativas de crédito, desde que sejam observadas as regras de admissão específicas para cada tipo de cooperativa, com relação à origem e atividade econômica. Além disso, as cooperativas de crédito não podem admitir nos respectivos quadros sociais pessoas jurídicas que possam exercer concorrência com suas atividades, como as sociedades de fomento mercantil (“factorings”).

Em virtude disso, a atuação das cooperativas para pessoa jurídica vem sendo tema de discussão de diversos encontros pelo Brasil.  Segmentação, produtos, serviços e canais de atendimento diferenciados são alguns dos desafios operacionais de uma cooperativa para o atendimento de seu cooperado PJ. Assim como reduzir a assimetria de informações e utilizar mecanismos de garantias alternativos.

 

Fonte: Richard Hollanda – Comunicoop – Assessoria de Comunicação Sistema OCB/Sescoop-RJ