Sistema OCB/RJ no 2º Simpósio Internacional de Leguminosas

Sistema OCB/RJ no 2º Simpósio Internacional de Leguminosas

Nos dias 12 e 13 de maio foi realizado o 2º Simpósio Internacional das Leguminosas, no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Campos dos Goytacazes. O evento faz parte do Ano Internacional das Leguminosas, eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU).  O propósito do Simpósio foi mostrar o valor desses alimentos nos contextos da segurança alimentar e sustentabilidade e destacar as oportunidades de empregos para engenheiros agrônomos e profissionais em ciências agrárias. O presidente do Sistema OCB/RJ, Marcos Diaz, esteve presente ao encontro.

A organização do evento foi da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Rio de Janeiro (Aearj), em parceria com a Sociedade Espiritossantense de Engenheiros Agrônomos (SEEA).

No primeiro dia, o chefe do Centro Estadual de Pesquisa em Agroenergia e Aproveitamento de Resíduos (Cepaar), Silvino Amorim Neto, falou sobre os trabalhos realizados na Estação Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro). “Há alguns anos a Pesagro vem contribuindo no que diz respeito às lavagens de sustentabilidade agrícola envolvendo grãos como arroz, feijão e milho. Trabalhos estes que acontecem com apoio da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a UFRRJ”, disse.

De acordo com o engenheiro agrônomo José Leonel Rocha Lima, presidente da Aearj, atualmente existe a necessidade de profissionais em setores relacionados à produção e à qualidade de alimentos, programação da produção e do uso racional dos solos, entre outros.

Ainda durante o simpósio, foram debatidos o desastre do Vale do Rio Doce e os resultados obtidos com o plantio de leguminosas na serra fluminense, após o desastre ambiental ocorrido em 2011, quando várias cidades foram atingidas por enchentes.

Outro destaque foi a palestra de Avílio Antônio Franco, engenheiro agrônomo e conselheiro da AEARJ, que irá abordou a importância da soja na economia brasileira e na segurança alimentar da humanidade.

“Queremos desmistificar a imagem de que a sociedade brasileira tem em relação à soja. No meio urbano, a soja está associada ao desmatamento, à invasão da Amazônia, quando na verdade quem derruba a Amazônia são os exploradores dos recursos naturais, muitos deles vindos de outros países, com interesses na extração ilegal de madeira e no garimpo. Portanto, não é a soja que derruba a floresta. Ela inclusive agrega valor ao solo desmatado e degradado”, concluiu.
Fonte: Bruno Oliveira – Analista de Comunicação do Sescoop-RJ/ Revisão – Comunicoop