Cooperativas agropecuárias estudam cenários e traçam planos para o futuro

Cooperativas agropecuárias estudam cenários e traçam planos para o futuro

Cooperativistas de todo o país iniciaram hoje, em São Paulo (SP), o Fórum das Cooperativas Agropecuárias, cujos objetivos são discutir os principais entraves ao crescimento sustentável do segmento e criar um ponto de encontro com fornecedores, permitindo, assim, um benchmarking no setor além de uma ampla troca de experiências e conhecimento. Além do Sistema OCB, um dos apoiadores, o evento reúne representantes dos fornecedores e da cadeia produtiva brasileira.

O presidente do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz, e representantes de cooperativas agropecuárias fluminenses acompanham o Fórum.

O movimento cooperativista está sendo representado por Márcio Lopes de Freitas (presidente), pelo superintendente Renato Nobile, e pela gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras, Tânia Zanella, que apresentou o trabalho de representação do movimento cooperativista brasileiro no âmbito dos Três Poderes da República.

“As instituições que atuam de forma planejada têm muito mais chances de passar por essa turbulência econômica, minimizando os efeitos da crise. E nós, do cooperativismo, estamos trabalhando assim já há algum tempo, por isso podemos dizer sem medo: vai mais longe quem sabe como e onde quer chegar”, argumenta a gerente.

No painel Cenário e Perspectivas Políticas e Econômicas da Agropecuária no Brasil: análise das perspectivas a curto, médio e longo prazo, os cooperativistas registraram que é preciso trabalhar em conjunto, visando oferecer à sociedade e aos investidores, mais esperança e confiança na superação das dificuldades e na retomada do desenvolvimento do país.

“Esse posicionamento, a favor do país, se reflete diretamente na atuação da OCB pelo crescimento não só do cooperativismo, mas de todos os demais elos da cadeia produtiva nacional. Por isso, é fundamental ressaltarmos a importância do cooperativismo agropecuário para a economia nacional. Afinal de contas, praticamente metade de tudo que é produzido no país passa de alguma forma por uma cooperativa”, comenta Tânia Zanella.

A gerente também apresentou alguns números do Ramo Agropecuário que congrega quase um milhão de cooperados, reunidos em 1.543 cooperativas, responsáveis, ainda, pela geração de aproximadamente 181 mil empregos diretos, ou seja, metade dos empregos gerados pelo cooperativismo nacional.

Segundo a gerente geral, o cooperativismo é um modelo econômico capaz de contribuir sobremaneira com este processo de retomada do crescimento econômico do país.

“É preciso construir uma agenda positiva de trabalho baseada em diferencias cooperativismo como gestão democrática, eficiência e profissionalismo. É por isso, que em meados de março, lançamos a 10ª edição da Agenda Institucional do Cooperativismo, cuja maioria das demandas apresentada ao Executivo, Legislativo e Judiciário, se atendidas, não onerariam os cofres públicos, trazendo, assim, um duplo benefício para o país, já que tanto cooperativas e comunidades onde elas estão inseridas se desenvolveriam muito mais”, argumenta Tânia Zanella.

Ela afirma que o cooperativismo tem a capacidade de ajudar o país a se desenvolver, mas, para que isso ocorra, é necessário o reconhecimento da importância social e econômica do cooperativismo; a simplificação da carga tributária e reconhecimento do ato cooperativo; o acesso ao crédito e linhas de financiamento público; maior participação das cooperativas nas políticas públicas, garantia de segurança jurídica às cooperativas e ampliação dos canais de comunicação do cooperativismo com o poder público.

Outro painel com bastante destaque ocorreu no início desta tarde. Foi o Gestão Estratégica e Governança Corporativa. O assessor jurídico do Sistema Ocergs, Mário de Conto, discorreu sobre o Manual de Boas Práticas de Governança para Cooperativas, editado pelo Sistema OCB e disponibilizado às cooperativas brasileiras em fevereiro deste ano.

Segundo ele, uma das características mais marcantes das cooperativas, enquanto atores econômicos, é a busca constante pelo desenvolvimento sustentável. “Para nós, melhorar o processo de gestão e governança é uma das prioridades, pois faz parte do DNA cooperativista esta necessidade de olhar o nosso negócio e trabalhar por aquilo que precisa ser melhorado. É por isso que o Sistema OCB lançou esse manual, um documento essencial para a rotina operacional das cooperativas.

O manual apresenta proposições de boas práticas a serem adotadas na relação com o associado e com os órgãos de administração e fiscalização, auditoria, ouvidoria, dentre outros, buscando exemplificar com ações e medidas já adotadas por cooperativas integrantes do movimento cooperativista brasileiro.

A governança cooperativa trata-se de um modelo de direção estratégica, fundamentado nos valores e princípios cooperativistas, que estabelece práticas éticas visando garantir a consecução dos objetivos sociais e assegurar a gestão da cooperativa de modo sustentável em consonância com os interesses dos cooperados. Clique aqui para acessar o documento.

O Fórum das Cooperativas Agropecuárias segue até amanhã (5/4). Confira abaixo a programação do evento:

– 8h: Recepção e Credenciamento

– 8h20: Abertura do dia pelo presidente de mesa

– 8h30: Palestra: Competitividade das Cooperativas X Empresas Tradicionais.

– 9h: Painel Financeiro: Gestão e Mitigação de Riscos no Agronegócio

– 10h30: Estudo de Caso – Cooperativa Agrária: como desenvolver os processos da sua cooperativa, visando a melhoria dos negócio e facilidade no dia-a-dia do seu trabalho

– 11h30: Mesas Temáticas

a) A Comunicação Interna e Externa como Gestão Estratégia para à Cooperativa

b) Valorização e Criação de Marca

c) Cooperativa Competitiva e Rentável: Desenvolvendo a Gestão

d) Departamento de RH como uma Célula Estratégica para a Cooperativa e Gestão de Mudança

e) Verticalização e Intensificação da Produção, Rentabilização de Ativos e Expansão Geográfica

f) Aumentando a fidelidade dos cooperados

– 15h: Mercado exterior do agronegócio: Câmbio, Volatilidade do Mercado de Commodities e Novos Mercados e Exportação de Commodities Agropecuárias

– 16h: Enceramento

 

Fonte: Brasil Cooperativo